sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Viajando nos teus olhos


Viajando nos teus olhos


Catia Moreira
Rose Amaral

            Quando o sol se pôs no sertão, Iracema resolveu que era hora de mudar. Hora de dar rumo na vida. Era hora de trabalhar. Quem sabe no Rio de Janeiro as coisas seriam melhores? Na certa poderia arranjar um bom emprego.
            Então Iracema partiu. Viu o sol nascer e se pôr, naquela viagem tão comprida.
            As portas se abriram para Iracema. Ela encontrou um lugar para trabalhar na Casa da Paz, junto das freiras.
            Iracema gostou do trabalho. Quando foi tomar o elevador, de repente seu coração estacou. Parecia que ia saltar pela boca, pois olhos bem azuis estavam olhando diretamente para ela.
            Que olho bonito era aquele? Parecia o céu limpo de uma manhã de inverno. Tem amor que acontece logo de primeira vista.
            O moço era muito atencioso e educadamente a levou naquela viagem de elevador. Pois para Iracema foi isso mesmo. Uma viagem onde os dois ficaram calados, naqueles segundos eternos, que só entende quem um dia esteve enamorado.
            Iracema, dedicada, foi cuidar do seu trabalho. Mas guardou no coração aqueles olhos tão lindos, que de tão azuis pareciam um céu de brigadeiro.
            Quando foi tomar o elevador novamente, o moço não perdeu tempo. Foi logo puxando assunto com a Iracema. E mais uma vez o seu coração palpitou. Iracema tinha encontrado o amor numa viagem de elevador.
            Aqueles olhos tinham um nome, que para Iracema passou a ser música, que tocava no mesmo ritmo das batidas de seu coração:Jo - ão, Jo - ão, Jo - ão, Jo - ão.
            E nem precisa dizer que eles foram felizes para sempre. O João era tão romântico e sempre trazia flores para Iracema, que logo se tornou a sua esposa querida. Ele também trazia bombons de coração e escrevia cartinhas ditadas pelo coração.
            _ Minha querida Nove. _ Ele dizia. _ Iracema, que começa com a nona letra do alfabeto.
            E caminharam juntos, de mãos dadas e corações entrelaçados, na longa estrada da vida, como dois jovens apaixonados.

FIM


26/05/15






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo (A. Tancredo Gonçalves de A.), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.
Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.
Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se fazia caricaturas para os jornais da época, como O Figaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses “bonecos” que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.
A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de naturalismo, e Aluísio pôde retornar para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.
Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.
Em 1895 ingressou na diplomacia. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, por ele adotados. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.


http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=101&sid=106

Sinopse - Poderosa - Diário de uma garota que tinha o mundo na mão - Sérgio Klein

                     

Sinopse - Poderosa - Diário de uma garota que tinha o mundo na mão - Sérgio Klein


Poderosa


O pai e a mãe estão se separando, o irmão caçula é o garoto mais implicante do planeta e a avó passa os dias na cama, descascando a parede com as unhas, sem saber o que acontece ao redor. É este o habitat de Joana Dalva, que aos 13 anos sonha em ser escritora. Tudo o que ela desejava era criar histórias que distraíssem os futuros leitores, mas um dia faz uma redação sobre a quase xará Joana d Arc e provoca uma reviravolta na História.

Se uma simples redação podia mudar o passado, por que não usar a literatura para consertar o presente? Joana Dalva não hesita em converter a ficção em realidade. O problema é que cada texto produz conseqüências imprevistas, dando origem a outros textos que trazem novos problemas. E o jogo de gato e rato acaba escapando do controle.

Para participar desse jogo, não é preciso ter a idade de Joana Dalva nem sentir na pele os conflitos e as espinhas da adolescência. Este romance de Sérgio Klein destina-se a todos os que ainda acreditam no poder transformador das palavras.


Poderosa - Diário de uma garota que tinha o mundo na mão - Sérgio Klein



Resumo do livro: A MALA DE HANA

Resumo do livro: A MALA DE HANA

O livro “A Mala de Hana” conta a história de uma garota judia chamada Hana Brady, nascida em 16 de maio de 1931, em uma pequena cidade da atual República Tcheca, Nove Mesto. Hana vivia em completa alegria e harmonia com seus pais e seu irmão, George, até que o Holocausto começou.
         O Holocausto foi criado por Adolf Hitler e foi a pior coisa que poderia acontecer com os judeus da época. Ele proibia as crianças a ir à escola e mais tarde passou a proibir as pessoas judias a sair nas ruas da cidade. Hana foi separada dos pais e depois dos tios. Foi enviada junto ao seu irmão, para Theresienstadt pelos soldados nazistas e lá foi separada dele. Depois daquele dia Hana só viu o irmão mais uma única vez antes de ser enviada junto com outras garotas para Auschwitz para morrerem na Câmara de Gás. Hana morreu em outubro de 1944, Auschwitz. É uma história baseada em fatos reais, porém muito triste. Ela nos mostra como era cruel a vida das crianças e adultos judeus na época do Holocausto.
         O livro conta, simultaneamente, duas histórias. A da Hana Brady e a de Fumiko Ishioka. Fumiko era uma jovem japonesa que recebera a mala de Hana misteriosamente e se interessou sobre o assunto do Holocausto e procurou informações em museus de Teresin e conseguiu o contato de George Brady e enviou-lhe uma carta. George viu como Fumiko realmente queria saber da sua história e a de sua irmã e resolveu ir até ela. Ao chegar em Tóquio, George contou a Fumiko e ao “Pequenas Asas” a história detalhadamente. Fumiko ficou muito feliz e satisfeita. 
Nosso grupo acha que esse livro é muito recomendado para todas as idades. Ele funciona como um “momento de reflexão” na leitura. É uma história, além de ser real, é muito bonita e profunda. Nós adoramos ler esse livro e esperamos que outros leiam-no e gostem também. 
                     


Tudo por um Pop Star, por Thalita Rebouças


 Tudo por um Pop Star


Este é o meu primeiro livro pensado e escrito para a galerinha a partir dos 11, 12 anos. O porquê do tema? Eu queria um assunto atual, que retratasse o mundo hoje, e nada melhor do que fama, idolatria, celebridades fabricadas e as maluquices que os fãs fazem por seus ídolos. Além do mais, sempre que eu dava palestras em colégios, ouvia dos alunos perguntas do tipo: "Por que você não faz um livro sobre a Britney?" ou "Por que você não se inspira na vida do Eminem para escrever sobre um rapper?", e assim por diante.

Em vez de dizer "Que mané Britney? Que mané Eminem?", pensei cá com os meus botões: "Essa galerinha está a fim de ler algo sobre fama, sobre fãs".  Assim nasceu a idéia de escrever Tudo por um Pop Star.

O livro mostra esse amor um tanto esquisito e desenfreado que só fãs conhecem através da história de Manu, Gabi e Ritinha, três amigas muito amigas que moram em Resende, no estado do Rio de Janeiro, e que poderiam ser descritas como tietes, fãs fanáticas, doidas varridas, sabe-se lá. Enfim, o trio é do tipo que faz tudo por um pop star.

Ainda mais quando o pop star em questão atende pelo nome de Slack Tom Tompson. Líder da banda mais pop, mais tocada e mais adorada do planeta, a Slavabody Disco Disco Boys, ele é considerado por adolescentes do mundo inteiro O pop star, o papa do pop, o pop em pessoa. Além dele, integram o famosíssimo grupo de acrobatas, dançarinos e, ah, sim!, cantores, três jovens gringuinhos, todos, obviamente, muito, muito pop: Julius Tiger, Alexander Ray Boff e Michael Lazdakson.

Ao descobrirem que seus maiores ídolos vêm ao Brasil para um show no Maracanã, Manu, Gabi e Ritinha fazem de tudo para ver os gatos garotos bem de perto, vivem uma grande aventura mas... nada, absolutamente nada do que planejam dá certo. Apesar das várias tentativas e técnicas de aproximação, o trio de tietes só se mete em confusão. Uma maior que a outra. A falta de sorte das fãs mais desastradas do mundo é tanta, que elas vão parar na televisão e pagam o maior mico de suas vidas em rede nacional.  

Quem assina a orelha de Tudo por um Pop Star é um legítimo pop star, ídolo desde pequeno, filho de pop star, irmão de pop star e, como os meninos do Slavabody Disco Disco Boys, também lotou o Maracanã... sabe de quem eu estou falando? Dele mesmo! Do Junior!

Diz ele sobre a obra: "Uma das coisas mais deliciosas é a forma divertida de retratar as aventuras das meninas Manu, Gabi e Ritinha. Sou suspeito, mas acho que Tudo por um pop star saca, com sensibilidade e bom humor, o clima dos megashows e os percalços a que os fãs estão sujeitos. [...] Tudo por um pop star é uma aventura da melhor qualidade. Quem sabe um dia encontro com Manu, Gabi e Ritinha em um dos nossos shows? Como os nossos outros fãs, será um prazer recebê-las".



Cabelos de Fogo, Olhos de Água

 Cabelos de Fogo, Olhos de Água 
Sinopse
Um livro cativante e criativo, o enredo se tece ora do ponto de vista de Antônio “Senti que as lágrimas iam começar a aparecer atrás das lentes. Mas eu não me comovo com choro de mulher”, ora do ponto de vista de Letícia, “... eu não ia deixar barato: se ele continuasse insistindo em me tirar daquele lugar, ia ter de ser na queda-de-braço...” Foi preciso um grave acidente para mudar o curso da narrativa, posicionando o leitor que logo percebe que não existem heróis nem bandidos, mas personagens com suas próprias histórias na adolescência.

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/203179/cabelos-de-fogo-olhos-de-agua-2-ed-2011/?PAC_ID=18659

Um simples sorriso, de Rosaline Santos

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Ela ouvia comentários que a machucavam.
Mesmo tentando ser forte,
Ela sentia como se estivesse sendo cortada a cada palavra.
Fechou os olhos e desejou estar em um lugar distante de tudo aquilo.
Um lugar tranquilo, com um bom livro e chá quente.
Pensou em coisas que poderia fazer
E imaginou quantos livros conseguiria ler naquela viajem.
Ainda ouvia as palavras,
Mas seus pensamentos a estavam deixando confortável demais para se preocupar.
As palavras não lhe incomodavam mais,
Apesar de ainda serem ditas sem nenhum tipo de pena.
Mesmo que ainda estivesse ouvindo,
A menina nunca se sentiu tão livre e tranquila,
Pois se escondeu em seus pensamentos
E viajou para um lugar distante, um lugar de paz.
E então um simples sorriso se formou em sua boca,
Um sorriso de satisfação.
Não importavam as palavras,
Pois ela já estava em paz consigo mesma.


De: Rosaline Santos