quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo

Aluísio Azevedo (A. Tancredo Gonçalves de A.), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913.
Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.
Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se fazia caricaturas para os jornais da época, como O Figaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses “bonecos” que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.
A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de naturalismo, e Aluísio pôde retornar para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.
Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.
Em 1895 ingressou na diplomacia. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, por ele adotados. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.


http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=101&sid=106

Sinopse - Poderosa - Diário de uma garota que tinha o mundo na mão - Sérgio Klein

                     

Sinopse - Poderosa - Diário de uma garota que tinha o mundo na mão - Sérgio Klein


Poderosa


O pai e a mãe estão se separando, o irmão caçula é o garoto mais implicante do planeta e a avó passa os dias na cama, descascando a parede com as unhas, sem saber o que acontece ao redor. É este o habitat de Joana Dalva, que aos 13 anos sonha em ser escritora. Tudo o que ela desejava era criar histórias que distraíssem os futuros leitores, mas um dia faz uma redação sobre a quase xará Joana d Arc e provoca uma reviravolta na História.

Se uma simples redação podia mudar o passado, por que não usar a literatura para consertar o presente? Joana Dalva não hesita em converter a ficção em realidade. O problema é que cada texto produz conseqüências imprevistas, dando origem a outros textos que trazem novos problemas. E o jogo de gato e rato acaba escapando do controle.

Para participar desse jogo, não é preciso ter a idade de Joana Dalva nem sentir na pele os conflitos e as espinhas da adolescência. Este romance de Sérgio Klein destina-se a todos os que ainda acreditam no poder transformador das palavras.


Poderosa - Diário de uma garota que tinha o mundo na mão - Sérgio Klein



Resumo do livro: A MALA DE HANA

Resumo do livro: A MALA DE HANA

O livro “A Mala de Hana” conta a história de uma garota judia chamada Hana Brady, nascida em 16 de maio de 1931, em uma pequena cidade da atual República Tcheca, Nove Mesto. Hana vivia em completa alegria e harmonia com seus pais e seu irmão, George, até que o Holocausto começou.
         O Holocausto foi criado por Adolf Hitler e foi a pior coisa que poderia acontecer com os judeus da época. Ele proibia as crianças a ir à escola e mais tarde passou a proibir as pessoas judias a sair nas ruas da cidade. Hana foi separada dos pais e depois dos tios. Foi enviada junto ao seu irmão, para Theresienstadt pelos soldados nazistas e lá foi separada dele. Depois daquele dia Hana só viu o irmão mais uma única vez antes de ser enviada junto com outras garotas para Auschwitz para morrerem na Câmara de Gás. Hana morreu em outubro de 1944, Auschwitz. É uma história baseada em fatos reais, porém muito triste. Ela nos mostra como era cruel a vida das crianças e adultos judeus na época do Holocausto.
         O livro conta, simultaneamente, duas histórias. A da Hana Brady e a de Fumiko Ishioka. Fumiko era uma jovem japonesa que recebera a mala de Hana misteriosamente e se interessou sobre o assunto do Holocausto e procurou informações em museus de Teresin e conseguiu o contato de George Brady e enviou-lhe uma carta. George viu como Fumiko realmente queria saber da sua história e a de sua irmã e resolveu ir até ela. Ao chegar em Tóquio, George contou a Fumiko e ao “Pequenas Asas” a história detalhadamente. Fumiko ficou muito feliz e satisfeita. 
Nosso grupo acha que esse livro é muito recomendado para todas as idades. Ele funciona como um “momento de reflexão” na leitura. É uma história, além de ser real, é muito bonita e profunda. Nós adoramos ler esse livro e esperamos que outros leiam-no e gostem também. 
                     


Tudo por um Pop Star, por Thalita Rebouças


 Tudo por um Pop Star


Este é o meu primeiro livro pensado e escrito para a galerinha a partir dos 11, 12 anos. O porquê do tema? Eu queria um assunto atual, que retratasse o mundo hoje, e nada melhor do que fama, idolatria, celebridades fabricadas e as maluquices que os fãs fazem por seus ídolos. Além do mais, sempre que eu dava palestras em colégios, ouvia dos alunos perguntas do tipo: "Por que você não faz um livro sobre a Britney?" ou "Por que você não se inspira na vida do Eminem para escrever sobre um rapper?", e assim por diante.

Em vez de dizer "Que mané Britney? Que mané Eminem?", pensei cá com os meus botões: "Essa galerinha está a fim de ler algo sobre fama, sobre fãs".  Assim nasceu a idéia de escrever Tudo por um Pop Star.

O livro mostra esse amor um tanto esquisito e desenfreado que só fãs conhecem através da história de Manu, Gabi e Ritinha, três amigas muito amigas que moram em Resende, no estado do Rio de Janeiro, e que poderiam ser descritas como tietes, fãs fanáticas, doidas varridas, sabe-se lá. Enfim, o trio é do tipo que faz tudo por um pop star.

Ainda mais quando o pop star em questão atende pelo nome de Slack Tom Tompson. Líder da banda mais pop, mais tocada e mais adorada do planeta, a Slavabody Disco Disco Boys, ele é considerado por adolescentes do mundo inteiro O pop star, o papa do pop, o pop em pessoa. Além dele, integram o famosíssimo grupo de acrobatas, dançarinos e, ah, sim!, cantores, três jovens gringuinhos, todos, obviamente, muito, muito pop: Julius Tiger, Alexander Ray Boff e Michael Lazdakson.

Ao descobrirem que seus maiores ídolos vêm ao Brasil para um show no Maracanã, Manu, Gabi e Ritinha fazem de tudo para ver os gatos garotos bem de perto, vivem uma grande aventura mas... nada, absolutamente nada do que planejam dá certo. Apesar das várias tentativas e técnicas de aproximação, o trio de tietes só se mete em confusão. Uma maior que a outra. A falta de sorte das fãs mais desastradas do mundo é tanta, que elas vão parar na televisão e pagam o maior mico de suas vidas em rede nacional.  

Quem assina a orelha de Tudo por um Pop Star é um legítimo pop star, ídolo desde pequeno, filho de pop star, irmão de pop star e, como os meninos do Slavabody Disco Disco Boys, também lotou o Maracanã... sabe de quem eu estou falando? Dele mesmo! Do Junior!

Diz ele sobre a obra: "Uma das coisas mais deliciosas é a forma divertida de retratar as aventuras das meninas Manu, Gabi e Ritinha. Sou suspeito, mas acho que Tudo por um pop star saca, com sensibilidade e bom humor, o clima dos megashows e os percalços a que os fãs estão sujeitos. [...] Tudo por um pop star é uma aventura da melhor qualidade. Quem sabe um dia encontro com Manu, Gabi e Ritinha em um dos nossos shows? Como os nossos outros fãs, será um prazer recebê-las".



Cabelos de Fogo, Olhos de Água

 Cabelos de Fogo, Olhos de Água 
Sinopse
Um livro cativante e criativo, o enredo se tece ora do ponto de vista de Antônio “Senti que as lágrimas iam começar a aparecer atrás das lentes. Mas eu não me comovo com choro de mulher”, ora do ponto de vista de Letícia, “... eu não ia deixar barato: se ele continuasse insistindo em me tirar daquele lugar, ia ter de ser na queda-de-braço...” Foi preciso um grave acidente para mudar o curso da narrativa, posicionando o leitor que logo percebe que não existem heróis nem bandidos, mas personagens com suas próprias histórias na adolescência.

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/203179/cabelos-de-fogo-olhos-de-agua-2-ed-2011/?PAC_ID=18659

Um simples sorriso, de Rosaline Santos

·          
Ela ouvia comentários que a machucavam.
Mesmo tentando ser forte,
Ela sentia como se estivesse sendo cortada a cada palavra.
Fechou os olhos e desejou estar em um lugar distante de tudo aquilo.
Um lugar tranquilo, com um bom livro e chá quente.
Pensou em coisas que poderia fazer
E imaginou quantos livros conseguiria ler naquela viajem.
Ainda ouvia as palavras,
Mas seus pensamentos a estavam deixando confortável demais para se preocupar.
As palavras não lhe incomodavam mais,
Apesar de ainda serem ditas sem nenhum tipo de pena.
Mesmo que ainda estivesse ouvindo,
A menina nunca se sentiu tão livre e tranquila,
Pois se escondeu em seus pensamentos
E viajou para um lugar distante, um lugar de paz.
E então um simples sorriso se formou em sua boca,
Um sorriso de satisfação.
Não importavam as palavras,
Pois ela já estava em paz consigo mesma.


De: Rosaline Santos    

Um ponto final, de Rosaline Santos

Um ponto final
Tentei ser forte ao te olhar.
Tentei até mesmo apagar seu nome da minha mente.
Era difícil te olhar, e não te desejar comigo.
Ouvi seus passos no quintal.
Mesmo sabendo que não estava ali.
Ouvi seu sussurrar.
Mesmo sabendo que era só o vento a me enganar.
Perdi a sanidade, e deixei a loucura me consumir.
Me perdi de mim. Me perdi do meu eu.
Olhei meu reflexo no espelho e vi você.
Mudei. Tomei coragem e gritei, “NÃO QUERO MAIS”.
Me amei, senti que o dia clareou.
Te joguei fora assim como você me jogou.
Me libertei, dei um ponto final.

Rosaline Santos   Turma: 2001

1.     

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Joaquim Manuel de Macedo

 

 

Joaquim Manuel de Macedo

Escritor brasileiro

Biografia de Joaquim Manuel de Macedo:

Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) foi escritor brasileiro. "A Moreninha" é considerado o primeiro romance verdadeiramente representativo da literatura brasileira. Foi professor de História do Brasil no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II. É Patrono da cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) nasceu em Itaboraí, Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1820. Formou-se em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, mas nunca exerceu a profissão, seduzido pela carreira literária e pelo magistério. Foi professor de História no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II.
A obra de Macedo representa todo o esquema e desenvolvimento dos romances iniciais, com linguagem simples, tramas fáceis, descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, pequenas intrigas de amor e mistério, um final feliz com a vitória do amor. Com o romantismo, nasce a prosa de ficção brasileira. "A Moreninha", foi seu primeiro romance, que teve grande aceitação. Joaquim de Macedo foi o autor mais lido na sua época.
Poeta e teatrólogo de grandes recursos, Macedo produziu inúmeros trabalhos literários, nesses dois gêneros, além de uma vasta coleção de romances que o colocaram entre os melhores e mais fecundos prosadores brasileiros.
Noutros gêneros, escreveu: Lições de História do Brasil (didático) (1861), Noções de Corografia do Brasil (didático) (1873), Ano Biográfico Brasileiro (1876), Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878). Depois da sua morte, ainda foi publicado o romance Amores de um Médico. Joaquim Manuel de Macedo é o patrono da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo morreu no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1882.

Obras de Joaquim Manuel de Macedo

A Moreninha, romance, 1844
O Moço Loiro, romance, 1845
Os Dois Amores, romance, 1848
Rosa, romance, 1849
O Cego, teatro, 1849
Cobé, teatro, 1852
Vicentina, romance, 1853
O Forasteiro, romance, 1855
A Carteira de meu Tio, 1855
O Fantasma Branco, teatro, 1856
A Nebulosa, poesia, 1857
O Sacrifício de Isaac, teatro, 1858
O Primo da Califórnia, 1858
Amor à Pátria, teatro, 1859
Luxo e Vaidade, teatro, 1860
O Novo Otelo, teatro, 1860
Os Romances da Semana, 1861
A Torre em Concurso, teatro, 1861
Lusbela, teatro, 1862
Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro, 1862-1863
O Culto de Dever, romance, 1865
Memórias do Sobrinho do meu Tio, 1868
O Rio do Quarto, romance, 1869
As Vítimas-Algozes, romance, 1869
A Luneta Mágica, romance, 1869
A Namoradeira, 1870
As Mulheres de Mantilha, romance, 1870
Romance de Uma Velha, teatro, 1870
Remissão de Pecados, teatro, 1870
Cincinato Quebra-Louças, teatro, 1871
Um Noivo e Duas Noivas, 1871
Ano Biográfico Brasileiro, 1876
Vingança por Vingança, 1877
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878
Antonica da Silva, teatro, 1880

Fonte: http://www.e-biografias.net/joaquim_manu

Machado de Assis

Machado de Assis

(...) Assim são as páginas da vida, 
como dizia meu filho quando fazia versos, 
e acrescentava que as páginas vão 
passando umas sobre as outras, 
esquecidas apenas lidas.

"Suje-se Gordo!"

Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
   
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
   
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender.  Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.
  
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.

Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre.  Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.

Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.

Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) eJornal das Famílias.
  
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.  No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época, passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura esposa, Faustino Xavier de Novais.
  
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
  
Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.

Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.

Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um  casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.

Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.
  
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872.  Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
  
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.
Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.

Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.
Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira. 
  
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data(1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).
Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889.

Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.
É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.
Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.
Dizem os críticos que Machado era "urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. ... A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.  ...  Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos."

BIBLIOGRAFIA:
Comédia
Desencantos, 1861.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Poesia
Crisálidas, 1864.
Falenas, 1870.
Americanas, 1875.
Poesias completas, 1901.
Romance
Ressurreição, 1872.
A mão e a luva, 1874.
Helena, 1876.
Iaiá Garcia, 1878.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Esaú Jacó, 1904.
Memorial de Aires, 1908.
Conto:
Contos Fluminenses,1870.
Histórias da meia-noite, 1873.
Papéis avulsos, 1882.
Histórias sem data, 1884.
Várias histórias, 1896.
Páginas recolhidas, 1899.
Relíquias de casa velha, 1906.
Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
Hoje avental, amanhã luva, 1861.
O caminho da porta, 1862.
O protocolo, 1862.
Quase ministro, 1863.
Os deuses de casaca, 1865.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Algumas obras póstumas
Crítica, 1910.
Teatro coligido, 1910.
Outras relíquias, 1921.
Correspondência, 1932.
A semana, 1914/1937.
Páginas escolhidas, 1921.
Novas relíquias, 1932.
Crônicas, 1937.
Contos Fluminenses - 2º. volume, 1937.
Crítica literária, 1937.
Crítica teatral, 1937.
Histórias românticas, 1937.
Páginas esquecidas, 1939.
Casa velha, 1944.
Diálogos e reflexões de um relojoeiro, 1956.
Crônicas de Lélio, 1958.
Conto de escola, 2002.
Antologias
Obras completas (31 volumes), 1936.
Contos e crônicas, 1958.
Contos esparsos, 1966.
Contos: Uma Antologia (02 volumes), 1998

Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes.
Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão.


Fonte: http://www.releituras.com/machadodeassis_bio.asp


 

FALANDO DE UM AMOR, de Altair de Jesus

FALANDO DE UM AMOR


Meu amor é assim...
Linda em todos os detalhes,
Cheia de charme
E com um jeito único de ser.
Meu amor é especial
Tem tudo que eu busquei em Deus
E a cada dia descubro
O  quanto ela é maravilhosa.
Serei o seu eterno admirador
E jamais deixarei de viver
Este sentimento no meu dia a dia.
És minha maravilhosa
Mais do que a minha inspiração
A certeza exata do quanto
O amor pode ser eterno.
Assim é o meu amor....
A concretização perfeita
Do quanto é possível
Existir um sentimento verdadeiro
Entre dois seres
Que buscam os mesmos desejos.
Altair de Jesus

A MINHA INSPIRAÇÃO EM TODO O TEMPO, de Altair de Jesus


Você tem um jeito único
E especial de ser,
Em cada detalhe
Simpesmente maravilhosa.
Palavras lindas 
Não conseguem traduzir
Os sentimentos de amor
Que guardo no fundo do peito.
É preciso muito mais...
É necessário viver e sentir
O quanto és maravilhosa.
O amor da minha vida,
A minha paixão sem medida
E a minha inspiração em todo o tempo.
Por tudo que representa em meu coração
Será eternamente minha princesa,
A minha jóia preciosa,
A minha alegria em todo o tempo,
E a verdadeira representação do amor
Em forma humana.
Por tudo isso, 
Jamais deixarei de dedicar o meu tempo 
Para lhe fazer o ser
Mais feliz do mundo.

Eterno será este amor por ti.


Altair de Jesus

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Atividades culturais conhecidas e realizadas em educação infantil

Atividades culturais conhecidas e realizadas em educação infantil

Contação de histórias: A contação de histórias provoca na criança prazer, imaginação, poder de observação, amplia as experiências, gosto pelo artístico, a estabelecer ligação entre fantasia e realidade.
                   As histórias enriquecem a experiência, a capacidade de dar sequencia lógica aos fatos, sentido da ordem, esclarecimento do pensamento, a atenção, gosto literário, ampliação do vocabulário, o estimulo e interesse pela leitura, a linguagem oral e escrita. Por este contexto, é que cada vez mais as escolas e os pais devem adotar a literatura infantil para a educação das crianças, pois somente assim formarão adultos competentes e responsáveis na formação de um mundo melhor.
Cantigas de roda: As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas são brincadeiras que consistem na formação de uma roda, com a participação de crianças, que cantam músicas de caráter folclórico, seguindo coreografias. são muito executadas em escolas, parques e outros espaços frequentados por crianças. as músicas e coreografias são criadas por anônimos, que adaptam músicas e melodias. as letras das músicas são simples e trazem temas do universo infantil. Além de cantar com os alunos, o educador pode imprimir as letras para trabalhar letras ou palavras, ilustrações feitas pelas próprias crianças.
Expressão Visual: A criança, através da arte, registra seu mundo, transmitindo sua ânsia de viver, crescer e integrar- se. Com a expressão artística a criança estará afirmando sua capacidade de designar, de se orientar. Para expressar- se precisa de certos elementos que compõe o meio, e antes de tudo de uma grande dose de liberdade e compreensão daqueles que a rodeiam. Ela passa por diferentes fases evolutivas. Em qualquer destas fases, deve expressar livremente seus sentimentos e impressões, mantendo constantemente sua imaginação. Ela cria em torno de si um ambiente de jogo, sempre um espaço de criação. Lúdico, pois a criança desenha para brincar.
Quando a criança se expressa  através da arte, ela se lança, se projeta. Desta forma ela se modifica e está sendo modificada. Ela expressa o que sente e assimila aspectos dos ambientes de suas vivências. Faz a composição, a construção e a revelação de suas histórias.

Atividades
1)    Cite duas coisas que a contação de histórias pode enriquecer.




2)    As cantigas de roda são  também conhecidas como   ______________.


3)    O que são cantigas de roda?

4)    A criança, através da arte, ___________________seu mundo, transmitindo sua ânsia de viver, crescer e ______________________________.


5)    Em qualquer fase evolutiva, a criança deve expressar livremente seus sentimentos e impressões, mantendo constantemente sua imaginação.

(   ) FALSO.    (   ) VERDADEIRO.


Fonte:  CASTRO, Eline Fernandes de; A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança.  / Pedagogia ao pé da letra